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Projeto Recriar mostra a cara da APAE

Alunos atendidos pela escola dedicam-se ao artesanato vendido em feiras

 

A integração entre a Escola Girassol/APAE e a comunidade é o principal objetivo do Projeto Recriar. Estudantes, Clube de Mães e equipe pedagógica empenham-se em desenvolver trabalhos a partir de materiais recicláveis nas oficinas terapêuticas, trabalhando o reaproveitamento de papel e tecido.

 

Participam das oficinas terapêuticas as turmas com alunos acima de 17 anos, os quais frequentam a APAE em período integral. A turma de cestaria e papel é composta por 33 estudantes, que transformam jornais velhos em cestas e outros enfeites. Os alunos separam os jornais e enrolam em finos canudos. Depois de montadas e tingidas com anilina, as peças ficam muito semelhantes ao vime.

 

Outra turma trabalha diretamente com a reciclagem de papel. Tal como os jornais, o papel é recebido de empresas para o trabalho. Após o processo de reciclagem, o material é transformado em capas de caderno, convites, entre outros. A maior encomenda recebida da comunidade é por convites de casamento e lembrancinhas.

 

Enquanto isso, as turmas de alunos com maior comprometimento motor e cognitivo trabalha em parceria com o Clube de Mães. As bolsas ecológicas confeccionadas pelas mães a partir de retalhos de tecidos fornecidos por empresas da cidade recebem as pinturas abstratas dos próprios alunos. “É uma forma de aproveitar a criatividade deles. Muitos precisam usar pincéis diferenciados para conseguir fazer os movimentos e pintar, então cada trabalho é um desafio grande”, explica a professora Marileia Gonçalves. Sete turmas participam uma vez por semana do projeto. Todas as bolsas seguem um padrão de modelo para substituir a sacola plástica dos supermercados, e possuem o selo do Projeto Recriar.

 

Participação

 

Entre as 50 participantes do clube, 34 são mães de alunos atendidos pela escola e 17 são voluntários. A arrecadação das vendas é revertida para manutenção das próprias oficinas. “Mesmo recebendo a doação dos materiais descartados das empresas, ainda arcamos com o custo de cola, tinta, entre outros materiais para finalizar os trabalhos”, explica a assistente social Angela Bitencourt.

 

Os objetos confeccionados passam por diversas exposições, onde também são vendidas. A última delas ocorreu no Fórum, durante a semana do Meio Ambiente. “Só temos a agradecer a toda a equipe do Fórum por nos receber tão bem e proporcionar a oportunidade nosso trabalho”, finaliza Marileia.


Fonte: Jornal A Gazeta, 21 e 22 de junho de 2014.