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Bolsa atleta auxilia alunos da APAE

Alunos da APAE se desenvolvem praticando atletismo

Estudantes treinam semanalmente, e dois recebem até mesmo auxílio do programa Bolsa Atleta

Entre os 59 atletas são-bentenses que recebem verba do Bolsa Atleta pela Prefeitura em 2015, dois são alunos da Escola Girassol – APAE. Jonathan Castilho Alves e Debora Maristela D´Oliveira recebem R$ 1 mil cada, dividido em dez parcelas, como auxílio financeiro por se destacarem em seus esportes.

Jonathan conquistou medalha de bronze no arremesso de peso – categoria deficiente intelectual do PARAJASC do ano passado -, e Débora ficou em terceiro lugar na corrida de 100 metros para deficientes físicos, na mesma competição. Ambos treinam todas as terças e quintas-feiras, das 13h30 às 15 horas, na pista de atletismo da Móveis Weihermann, bairro Lençol, com mais nove alunos da escola.

 

Família

A professora de educação física Daniela Ludwinsky, treinadora dos atletas, explica que o repasse do benefício é essencial para o desenvolvimento deles no esporte, principalmente pelo envolvimento da família, que passou a ser maior após a ajuda. “Depois do Bolsa Atleta, as famílias começam a estimular mais a prática do esporte. Além disso, a bolsa ajuda nas despesas de casa. É um auxílio importante para quem já tem custos altos, com remédios, por exemplo”, destaca.

Jonathan, que tem uma irmã também integrante da APAE, deixa o dinheiro com a mãe para custear as despesas da família. “Fiquei bem feliz quando conquistei o Bolsa Atleta. Agora vou continuar treinando mais para conseguir resultados melhores”, diz o atleta, que também pratica lançamento de dardo.

 

Ferramenta de desenvolvimento

Como a deficiência dificulta o processo de aprendizagem, é necessário fazer atividades repetitivas até a compreensão total dos alunos. “São feitas repetições até que eles consigam assimilar os exercícios, só depois passamos para o próximo nível”, explica a treinadora.

Entretanto, mesmo com as dificuldades, os atletas são muito determinados e não faltam aos treinos. Isso ajuda o desenvolvimento pessoal de cada um deles. “Praticar um esporte é fundamental para eles, porque ajuda no desenvolvimento motor, cognitivo e também na parte social e afetiva devido aos eventos e viagens. A maior alegria é quando conseguem conquistar uma medalha”, completa Daniela.

Ela conta com a ajuda do ex-atleta Evaldo Rosa Silva nos treinamentos. A próxima competição será em São Miguel do Oeste, entre os dias 25 e 30 de abril, no PARAJASC. Quem conseguir uma boa colocação será contemplado pelo programa Bolsa Atleta no próximo ano.

 

Os esportes

No atletismo, são atendidos alunos com deficiência intelectual, deficiência física e síndrome de Down, nas categorias de arremesso de peso, lançamento de dardo, corridda de 100 e 200 metros. No total, 63 integrantes da APAE praticam algum esporte pela Fundação Municipal de Desportos (FMD), entre atletismo, natação, tênis de mesa, futsal, bocha para cadeirantes, halterofilismo e judô. Na sede da escola, todos os alunos têm aulas de educação física.


Fonte: Jornal A Gazeta e Jornal Folha do Norte, 17 de abril de 2015.