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Seminário abordou a prevenção de deficiências

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Segundo a Organização Mundial da Saúde, 70% dos casos podem ser evitados

Na tarde de sexta-feira, a Câmara de Vereadores de São Bento do Sul foi palco do IV Seminário de Prevenção de Deficiências, promovido pela Escola Girassol – APAE local. A diretora da Escola Girassol, Maria Goreti Ehlke, deu as boas-vindas aos participantes, dizendo que os 49 funcionários trabalham com afinco para o seminário acontecer. No dia 21 de agosto, Dia Municipal de Prevenção de Deficiências, explicou Goreti, foram realizadas 30 palestras sobre o tema em escolas de São Bento do Sul, beneficiando centenas de alunos.

O programa “Compreender para Prevenir”, desenvolvido no município, inspirou-se na APAE de Guaramirim, explicou a diretora. Segundo dados do Relatório Mundial sobre a Deficiência, havia 1 bilhão de pessoas com algum tipo de deficiência em todo mundo em 2012 – o último ano atualizado. Porém, segundo a Organização Mundial da Saúde, 70% dessas deficiências dependem de cada um de nós”, observou Goreti.

Julio Cesar Aguiar, presidente da Federação das APAEs de Santa Catarina, explanou que trabalhar na prevenção de deficiências é “decidir pela vida”. Em Santa Catarina, segundo ele, nascem 100 mil crianças por ano. “Destas, cerca de 1,5 mil seriam deficientes”, explicou, esclarecendo que, devido ao trabalho preventivo, esse número não condiz com a realidade.

“A APAE de São Bento, por exemplo, é uma referência em Santa Catarina” elogiou Julio. O vereador Peter Kneubuehler, que inclusive é voluntário da Escola Girassol, ressaltou a importância dos trabalhos desenvolvidos pelo estabelecimento. Por outro lado, lembrou que no Brasil “ainda existe muito preconceito” com relação às pessoas com deficiência.

Trabalhando as eficiências

O palestrante Guilherme Colin, geneticista de Joinville, trabalha há 25 anos com pessoas com deficiência. Ele fez um apanhado histórico sobre o tema, desde a época – há milhares de anos – em que uma criança que nascia com deficiência era simplesmente “jogada na grota”, conforme explicou. Colin falou de diferentes tipos de deficiência, com suas causas, seus níveis de severidade e suas características. “Quando comecei a atuar nessa área, trabalhava-se muito com as deficiências, mas hoje trabalhamos com as eficiências das pessoas, ou seja, com aquilo que elas têm de melhor”, definiu.

Colin citou alguns exemplos de prevenção de deficiências, como as que podem ser causadas durante o período da gestação. A sífilis, por exemplo, é uma doença do século XVI, “a qual hoje é praticamente uma epidemia, embora possa ser tratada com uma única dose de penicilina”, disse. Se o casal que está esperando um filho se cuidar e tomar as medidas necessárias, explicou , a criança estará livre de eventuais problemas futuros. Outra enfermidade citada foi a toxoplasmose. “Nesse caso, veja como é importante fazer o exame pré-natal”, afirmou. A doença pode ser transmitida, por exemplo, pelos gatos domésticos.

A AIDS, “outra epidemia”, foi igualmente citada pelo palestrante. “Como a AIDS têm tratamento, virou algo banalizado, então esquece-se da prevenção”, lamentou. “Previne-se com camisinha, com informação e com exames”, disse. Colin lembrou que no Brasil a política de combate à doença é gratuita, inclusive, o que não ocorre em vários países, como nos Estados Unidos. Segundo ele, o risco de passar a doença para o filho durante o nascimento é bastante minimizado com medidas adequadas.

Das drogas

Colin abordou os perigos das drogas recreativas, também, como o LSD, o qual promove alterações estruturais dos cromossomos da futura criança. O uso de cocaína foi outra situação lembrada pelo geneticista. Ele diz ter presenciado casos de bebês que “já nasceram drogados”, por que suas mães usaram o entorpecente durante suas gestações. Gestantes que consomem bebidas alcoólicas também podem ter complicações com seus filhos, observou o palestrante. “Não pode beber nada na gravidez”, ensinou. Da mesma forma, a gestante que fuma cigarro corre o risco de ver seu bebê nascer com uma série de problemas.

Ácido fólico

O palestrante lembrou que a utilização de ácido fólico – também conhecido como vitamina B9 ou vitamina M – diminui o risco do nascimento de crianças com “aberrações cromossômicas”, como a Síndrome de Down.


Fonte: Jornal A Gazeta, 08 de setembro de 2015.