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Apae completa 47 anos hoje

  • Inair e Caleb - Foto Elvis Lozeiko A Gazeta
  • Marcia, Caleb e Delmon - Foto Elvis Lozeiko A Gazeta

Instituição atende cerca de 150 alunos, dos 10 meses aos 65 anos

 

Com 10 meses de idade, completados na quinta-feira passada, o pequeno Caleb Dan Flores é o mais jovem aluno da Escola Girassol. Sua história de vida, que está apenas começando, contrasta com a de Inair Feliciano da Silva, que tem 65 anos, nada menos que 46 deles no estabelecimento de ensino especial. Em comum, além de residirem no mesmo bairro – Centenário –, o ambiente em que são atendidos por uma equipe multidisciplinar composta por cerca de 50 pessoas.

Com Síndrome de Down, o bebê já se mostra mais ativo desde que começou a frequentar a escola, em fevereiro, segundo os pais, o pedreiro Delmon Alves De Souza e a dona de casa Márcia Flores. Eles contam que, depois do “choque” que receberam no nascimento de Caleb, muita coisa mudou, inclusive a concepção que o casal tinha com relação à própria escola e sua estrutura de atendimento.

O que permaneceu e se fortaleceu é o amor pelo filho, tal qual o amor que a “família apaeana” tem pelos 150 alunos da escola, que hoje completa 47 anos de existência. A bem da verdade, inicialmente o estabelecimento recebeu o nome de Fundação Dr. Escobar Filho. Quatro anos depois, a escola passou a ser mantida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), hoje presidida pela advogada Harriet Hackbarth.

Do grupo dos primeiros alunos, entre os remanescentes está justamente Inair, que tem deficiência mental moderada. Tal situação, porém, não a impede de garantir que “gosta de tudo” na escola, a qual ela frequenta no período vespertino. Até algum tempo, Inair passava manhãs e tardes no estabelecimento, mas agora, o período integral não existe mais, conforme entendimento da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE).

Conforme diretrizes da FCEE, os próprios pais de Caleb já sabem que, quando ele completar 6 anos de idade, deverá ser encaminhado para matrícula na rede regular de ensino. Apenas em situações mais severas de deficiência – o que não é o caso do bebê – os pais podem optar, ou seja, se encaminham os filhos para o ensino regular ou se eles permanecem na Escola Girassol, que hoje promove atividades comemorativas às 9h30 e às 13h30.

 

Trabalho articulado

Apesar de ter sido fundada em 2 de maio de 1970, a história da escola remonta à década anterior, quando profissionais extensionistas começaram a fazer visitas a famílias, nas quais identificaram a existência de crianças com deficiências. Foi o estopim para um grupo de pessoas das comunidade são-bentense se mobilizar para oferecer atendimento a essas crianças conforme suas necessidades.

Passado todo este tempo, com quase 800 alunos atendidos em sua trajetória, a Escola Girassol – atualmente sob a direção de Maria Goreti Ehlke – cada vez mais fortalece sua atuação para promover a autonomia, a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Para tanto, a instituição busca promover o desenvolvimento integral, o exercício do potencial e da condição das pessoas com deficiência, buscando o respeito e o exercício da cidadania, através da garantia dos seus direitos.

O trabalho articula-se entre áreas como assistência social, educação (pedagogia, artes, educação física e informática) e saúde (fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, psiquiatria e terapia ocupacional). Além de obter recursos públicos (Município, Estado e União), a entidade mantenedora da escola trabalha para captar recursos de outras fontes, promovendo, ainda, eventos para fortalecer o seu caixa.

Os alunos são distribuídos nas seguintes turmas: Estimulação Precoce (0 a 5 anos e 11 meses), Serviço Pedagógico Específico (6 a 13 anos e 11 meses), Serviço Pedagógico Específico (14 a 17 anos e 11 meses), Serviço de Atendimento Específico (acima de 18 anos), Iniciação para o Trabalho (acima de 14 anos) e Pré-Qualificação (acima de 14 anos).



Fonte: Jornal A Gazeta